sexta-feira, outubro 06, 2006

Quando a Lua encontrar o Sol...


Nem sempre se pode brilhar
Mesmo que o instinto a isso obrigue

Nem sempre ilumina a nossa luz...

Ela pode muitas vezes ofuscar
E percebo que nem sempre se controle o seu raiar

Mas
Por detrás do obscurantismo da tua luz
Jaz o branco que eu conheço
Pelo qual tenho interminável apreço
E que a bom porto te conduz
Portanto, deixa-te guiar e esquece o escuro que te seduz

Sei que não é como o candeeiro do quarto
Onde o interruptor determina que se ligue ou desligue
Ordenando a hora
do anoitecer e da aurora
Muito menos será a vela que se acende ou apaga
Num breve gesto ou fraco sopro
Que, conveniente, se dissipa ou propaga

A tua luz é indomável
É a luz que seduz
É a luz que cativa
E que logo se assusta e esquiva

Encontras o quarto que queres iluminar
E logo te parece não ser aquele onde ficar


É da noite a tua luz.
Deveria talvez ser do dia...

O luar lança o feitiço
O sol revela o caminho
E se juntares as duas luzes
Claramente se definirão os passos felizes
Que impossíveis te parecem, segundo dizes

Deixa-te brilhar, meu Luar
E encontra-te infinitamente com o teu lado solar

Um beijo amigo

5 comentários:

Lua Obscura disse...

Bem, palavras para quê?!
Tu és simplesmente fantástica e maravilhosa. Indescritível o texto!
Adoro-te amiga do meu coração!!!!

Lua Obscura disse...

Já agora aproveito para dizer que, tu e a Anabela, são realmente as minhas estrelas!!! Andrómeda e Cassiopeia eternamente a luzir...

sandra disse...

Dido ;)

Arpedro disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
d. disse...

O teu texto fez-me realmente reflectir sobre as fases da lua! Obrigada :) Incrivel o poder dos blogs e das palavras! ;)