quarta-feira, junho 20, 2007

Trata-se SÓ (entenda-se, apenas) de um dos poemas mais bonitos cantados pelo também SÓ (entenda-se, singular) Jorge Palma, um homem SÓ (entenda-se, sozinho) nos meandros do entendimento humano.

Só por existir

Só por duvidar

Tenho duas almas em guerra

E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis

Só por hesitar

Fiz a cama na encruzilhada

E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá

Junto à tempestade

Onde os pés não têm chão

E as mãos perdem a razão
Só por inventar

Só por destruir

Tenho as chaves do céu e do inferno

E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá

Junto à tempestade

Onde os pés não têm chão

E as mãos perdem a razão
Só por existir

Só por duvidar

Tenho duas almas em guerra

E sei que nenhuma vai ganhar

Eu sei que nenhuma vai ganhar

3 comentários:

Lua Obscura disse...

SÓ podia dizer que SÓ o Jorge Palma podia criar tão somente este "Só"! Magnífico este SÓ!!!

Lua Obscura disse...

Amiga, vai ao meu blog tens um desafio para participar!!!

Arpedro disse...

Há tanto que por aqui não passava. Esta música leva-me até ao passado, até ao meu ano de estágio e às noites que passava a trabalhar com a minha companheira de casa.

Obrigada pela lembrança.